Blog Jogada Paid'égua: Um título com Raça, Valentia e Raiz!

Foto: Fábio Will/Ascom Remo
Por Murilo Viégas
@MuriloViegas

O texto fala da vitória azulina no último jogo do campeonato, que garantiu o título paraense de número 45 do Clube do Remo, mas vamos voltar alguns meses para “justificar” o título do mesmo. Quando o Paysandu lançou seus uniformes, nomeou os principais como “Valentia” e “Raça”, mas o time não mostrou nem um nem outro, em especial nos Clássicos. Hoje, o Remo venceu o quarto Clássico como venceu todos outros, de forma calma e sem levar maiores sustos. Mesmo jogando pelo empate, o time de Givanildo Oliveira contou com a ajuda do goleiro e do técnico bicolor para vencer pelo placar mínimo, gol de Isac.

A bola rolou sob uma bela tarde de domingo, com o sol brilhando e os dois lados do Mangueirão lotados. Além disso, teve surpresa em campo, o camisa 20 do Paysandu, Pedro Carmona, voltou a atuar após quase dois meses parado devido lesão na partida contra o Castanhal. Sem ritmo de jogo e mal posicionado, Carmona não acrescentou muito em prol do Papão. Com dois minutos o Paysandu chutou primeiro, com Walter, mas a bola pegou efeito contrário e saiu pelo lado esquerdo do gol de Vinícius. Quando Pedro Carmona apareceu centralizado, ele recebeu do apagado Mike e chutou colocado, porém fraco e Vinícius defendeu. O Clássico teve muitos passes laterais e momentos feios, com os dois times errando passes de menos de 10 metros. Willyam voltou a ser titular no Paysandu, mas demonstrou nervosismo.

Curiosamente, saiu dos pés de Willyam o início da jogada do último gol do campeonato. Isso mesmo, o gol foi do Remo, mas começou com um jogador do Paysandu: após lateral a favor do Papão, Willyam encheu-se de pernas e foi desarmado fácil por Adenilson, o 10 azulino achou Felipe Marques entre Edimar e Matheus, o passe foi longo, mas contou com o desespero de Marcão, que saiu atabalhoado e derrubou Felipe Marques. Pênalti. Aos 26 minutos Isac correu e chutou no canto esquerdo. Marcão caiu pro direito. Gol do Leão! Além do relógio, passou a pesar contra os bicolores o recente histórico de derrotas para o rival. E o primeiro tempo, que foi até 48, terminou sem emoções maiores.

Para o segundo tempo, Dado Cavalcanti voltou com duas alterações: Danilo Pires e Moisés nos lugares de Matheus e Willyam, que foram mal, em especial Willyam, que forçou muitas tentativas de lançamentos que terminaram errados. Como no primeiro tempo, coube a Walter a primeira finalização da segunda etapa, novamente bola pra fora, com menos perigo que a primeira. O Remo teve uma chance a seu favor quando Adenilson pegou a sobra de uma falta e bateu de primeira, a bola passou rente ao ângulo direito de Marcão. O goleiro do Paysandu, aliás, passou a ser vaiado pela torcida. Aos 20 minutos o Papão chegou perto de empatar: Walter, pela direita, cruzou e Moisés deu o peixinho, mas faltou tamanho pro 9 do Papão e a bola saiu a direita de Vinícius.

O Remo foi totalmente defesa no segundo tempo, mas sempre saia consciente nos contra ataques. Givanildo sacou Elielton e pôs Jayme, para dar mais movimentação e qualidade no passe, porém não surtiu muito efeito. Como cartada final, Dado tirou o inerte Mike e colocou Peu. O ex atacante do Fluminense deu mais movimentação pela esquerda, mas faltou a companhia de Mateus Müller e Pedro Carmona. Com o passar o tempo e pela forma de jogar do Paysandu ficava cada vez mais claro que o título seria remista, mesmo assim, Moisés teve grande chance: dentro da área, ele cortou pra dentro e bateu no contrapé de Vinícius, mas o goleiro teve muito reflexo e defendeu.

A partir dos 40 minutos só restou ao Paysandu tocar a bola para evitar um vexame maior ao levar um gol em contra ataque, e isso só não aconteceu porque Adenilson e Jayme desperdiçaram chances incríveis, somente com o goleiro a frente deles. Por fim, Diego Ivo ainda foi pra área tentar ao menos o empate, mas nem isso saiu. E o time de Givanildo Oliveira, o maior técnico raiz do Brasil, venceu o de Dado Cavalcanti, tido como um técnico estudioso e muito promissor. Parabéns ao Clube do Remo, campeão paraense de 2018!
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O Futebolista

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