Clubes paraenses vão saber seus adversários na Copa do Brasil apenas em dezembro

CBF quer antecipar e divulgar o quanto antes a primeira fase da competição

Imagem: CBF

Por O Futebolista

Com a disputa da Copa do Mundo agendada para meados do mês de junho, na Rússia, o calendário do futebol brasileiro ficará mais do que apertado em 2018. Por esta razão, as datas dos campeonatos sofrerão mudanças, por exemplo, um deles, a Copa do Brasil, que inicia na transição do mês de janeiro para fevereiro.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou que pretende realizar o sorteio da 1ª Fase do torneio nacional já em dezembro, após o término do Campeonato Brasileiro. Logo, os representantes do Pará na Copa do Brasil 2018 que são o Paysandu (campeão Estadual), Clube do Remo (vice-campeão) e Independente Tucuruí (terceiro colocado no Estadual) irão conhecer os seus respectivos adversários.

Regra continuará e muito dinheiro no bolso

Da mesma maneira que foi na atual temporada, a forma de disputa na edição do ano que vem será mantida pela CBF. Nas duas primeiras fases; jogo único com o visitante atuando pelo empate pela classificação à próxima fase. A partir da terceira fase entra as partidas de ida e volta até a grande final. Os gols marcados fora de casa como critério de desempate é levado em consideração até a semifinal; na final não existirá.

O que mudou mesmo foi no quesito premiação. Se um clube estiver na competição desde a primeira fase e for o campeão, leva para casa a bagatela de R$ 68,7 milhões. Este valor é divido da seguinte forma: a participação nas semifinais renderá aos cofres R$ 4 milhões. O Campeão recebe R$ 50 milhões, enquanto que o vice-campeão arrecada R$ 8 milhões. Isso sem contar com a grana das fases anteriores.

“É um acordo histórico que valoriza muito a competição, em especial a participação dos clubes, que receberão cotas e premiações recordes em termos de América do Sul. O valor contratado alcança a expressiva marca de R$ 2,5 milhões, em média, por partida realizada. O montante que será pago ao campeão, por exemplo, pode equivaler a mais de um terço da receita anual de 14 dos 20 clubes da Série A do Brasileirão. Com certeza teremos uma competição renovada e eletrizante – disse Rogério Caboclo, diretor executivo de gestão da CBF.

Tudo isso se deu em razão da entidade que gerencia o futebol brasileiro ter assinado um contrato milionário com as emissoras de Televisão para transmitir aos jogos. O valor anual do novo contrato ultrapassa os R$ 300 milhões, quase o triplo em relação à temporada de 2016.
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Pallmer Barros

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