Após idas e vindas, presidente define futuro do Águia de Marabá para 2018

Presidente pensou em sair do clube, mas voltou atrás e permanecerá no mandato até o fim de 2018

Ferreirinha segue no comando do time marabaense
Foto: Arquivo Pessoal 

Por O Futebolista

O torcedor do Águia de Marabá pode ficar tranquilo daqui para frente. A possibilidade que surgiu na semana passada do Azulão fechar as portas e o presidente Sebastião Ferreira Neto trancar os cadeados do clube, entregando o cargo por grave crise financeira, foram desfeitas neste último fim de semana. O próprio cartola marabaense divulgou a informação.

“Foi realizada uma reunião (entre a diretoria do clube, autoridades de Marabá e empresários da cidade) para discutirmos a situação do Águia. Todos me pediram para permanecer e então vamos nos unir para reerguer o clube. Isso foi exposto e todos abraçaram a causa. O que falta é um envolvimento maior da sociedade marabaense para não deixar a diretoria sozinha tocando o barco. Nós precisamos ter toda a cidade, a torcida e as autoridades em prol da nossa equipe”, disse Sebastião Ferreira.

De acordo com uma fonte ligada ao  O Futebolista, o clube aguiano vem enfrentando uma crise financeira com dívidas que podem chegar ao valor de R$ 500 mil entre salários atrasados, aluguéis, energia elétrica e INSS. Ainda sobre a fonte, afirma que as dívidas com relação a funcionários seriam mais específicas com o ex-técnico uruguaio, Darío Pereyra, que comandou a equipe no Campeonato Brasileiro da Série C, na temporada de 2014.

Além do treinador, o ex-camisa 10 do time, Flamel, estaria cobrando na justiça do trabalho o valor de R$ 180 mil. A versão de Ferreira é outra sobre as dívidas trabalhistas. O presidente falou a versão oficial do Águia.

“O Águia tem todas as suas certidões negativas, tanto de receita federal, quanto estadual, do município. Desta maneira, não temos nenhum problema de justiça trabalhista”, Disse.

Quase passou o bastão

O presidente Sebastião Ferreira até que iniciou a entrega do seu cargo a alguém. Este alguém seria Luiz Omar Pinheiro, ex-presidente do Paysandu e atual mandatário do Ypiranga-AP e dirigente do Carajás, clube que está jogando a Segunda Divisão do Campeonato Paraense. Houve até contato para começar as tratativas.

“Cheguei a conversar com o Luiz Omar desta possibilidade de ele assumir a equipe. A negociação seria colocar alguns débitos que o clube tem a saldar (aproximadamente R$ 500 mil) e ele se comprometendo a acertar com os credores esse débito. O inicio da conversa foi em Belém no sábado, dia 7, e ficou de vir a Marabá na quarta-feira, dia 11; não veio e também não deu resposta”, finalizou.

A situação estava se encaminhando bem, até que a diretoria do clube de Macapá ficou sabendo e pôs o estatuto em pratica. De acordo com as regras do Ypiranga, o seu presidente não pode ser mandatário em outro time, mesmo que seja em outro Estado e cidade. Portanto, Ferreira voltou atrás na decisão e já começou o planejamento para a temporada de 2018. 

O primeiro passo é fechar com patrocínios e logo montar o elenco visando ao Campeonato Paraense, que inicia na primeira quinzena de janeiro, sendo o único compromisso na agenda, a princípio.  Através da competição estadual pode ganhar vaga na Série D do Brasileiro de 2018 e Copa do Brasil de 2019.
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Pallmer Barros

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